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Na loja

Digitalizar um produto na loja em vez de o anotar

Estás diante da prateleira, um objeto agrada-te, e tiras o telemóvel do bolso para não te esqueceres. A forma como o anotas muda tudo o que vem a seguir.

Uma digitalização guarda a referência exata; uma nota escrita à pressa perde-se nos detalhes.

Estás numa loja, um objeto chama-te a atenção, e tiras o telemóvel do bolso para não te esqueceres dele. O reflexo mais comum é abrir as notas e escrever duas palavras: o nome da marca, talvez a cor. Parece suficiente no momento. O problema surge mais tarde, quando relês essa nota em casa e já não sabes se era o modelo em 36 ou em 38, a versão preta ou cinzenta, a que custava 200 e tal euros ou a que estava mesmo ao lado e se parecia com ela.

O que uma nota perde pelo caminho

Uma nota escrita de pé, num corredor, com outras pessoas à volta, raramente é precisa. Escreves depressa, abrevias, esqueces a referência exata que vem na etiqueta. Resultado: quando alguém procura esse produto três semanas depois para to oferecer, encontra dez artigos parecidos com a tua descrição e nenhum que corresponda mesmo.

O que uma digitalização capta

Digitalizar um código de barras ou fotografar a etiqueta guarda a informação em bruto: a referência, por vezes o preço afixado, muitas vezes uma ligação direta à ficha do produto se a marca a tiver online. Não é uma questão de memória, mas de precisão. Já não precisas de te lembrar de nada, o objeto fica identificado tal como é, não como o reformulaste à pressa.

Isto não significa que tenhas de comprar de imediato. Bem pelo contrário: capturar o objeto e guardar o desejo de lado sem o comprares logo são duas etapas separadas. A digitalização serve para não perder a informação, não para desencadear a compra.

Onde se guarda isso depois

Um produto digitalizado só tem valor se acabar num sítio fácil de encontrar: uma lista dedicada à ocasião que se aproxima (aniversário, Natal, um presente a fazer daqui a dois meses), em vez de uma pilha de capturas de ecrã perdidas no rolo de fotos. A lista torna-se o lugar onde o objeto espera para ser visto, comparado, eventualmente retirado se deixar de fazer sentido.

E quando não há código de barras

Alguns objetos — uma peça de roupa sem etiqueta visível, uma peça de artesanato — não têm nada para digitalizar. Uma foto nítida, com o tamanho ou a referência escrita ao lado se existir, faz o mesmo trabalho. A ideia mantém-se: captar a informação no local, no momento certo, em vez de confiares na memória depois de chegares a casa.

Perguntas frequentes

É preciso uma aplicação específica para digitalizar um produto?

Muitas aplicações de listas de desejos, incluindo o Wishi, integram uma digitalização de código de barras ou uma captura por ligação. Sem isso, uma foto nítida da etiqueta com a referência visível já faz o essencial do trabalho.

A digitalização funciona para um produto encontrado online?

Sim, nesse caso basta colar a ligação da página do produto em vez de digitalizar um código de barras físico. O princípio é o mesmo: guardar a referência exata em vez de uma descrição aproximada.

E se eu mudar de ideias depois de digitalizar um produto?

Nada obriga a comprá-lo nem sequer a mantê-lo. Um objeto digitalizado pode ficar meses numa lista sem consequência, ou ser retirado no dia em que deixar de fazer sentido.

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