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Depois do momento

O que fazer com um presente que não te convém

Obrigada, é perfeito, dizes a sorrir, já sabendo que o objeto vai acabar num armário. Existem opções entre a mentira educada e a rejeição que magoa.

Um presente que não se vai usar, pousado em cima da mesa, à espera de ser resolvido com calma.

Um presente que não convém não é um drama, mas levanta uma verdadeira questão prática: o que fazer com um objeto que não se vai vestir, não se vai ler, nunca se vai usar? Guardá-lo por culpa ocupa espaço. Deitá-lo fora de imediato pode parecer brutal. Existe um caminho entre os dois.

A mentira educada tem limites

Dizer «era mesmo disto que eu precisava» quando não é verdade costuma ser o primeiro reflexo, por gentileza. O problema surge depois: se a pessoa reparar que nunca vestes essa peça de roupa ou nunca usas esse objeto, vai perceber que mentiste, o que prejudica a confiança mais do que uma recusa honesta no momento do presente.

Deixar passar tempo antes de decidir

Nada obriga a decidir logo. Um objeto que não convém pode esperar algumas semanas num canto antes de decidires o que fazer com ele. Este prazo também permite verificar se o teu julgamento inicial se mantém: alguns presentes surpreendem depois de usados, outros confirmam que nunca vão servir.

As opções concretas

Passado esse prazo, existem várias soluções, consoante o objeto e a relação com a pessoa que o ofereceu: dá-lo a alguém a quem convenha melhor, trocá-lo se um talão ou uma fatura o permitir, revendê-lo em segunda mão, ou simplesmente guardá-lo para raras ocasiões sem te sentires culpada por não o usares no dia a dia. Nenhuma destas opções exige explicar à pessoa em causa o que fizeste com ele.

Falar sobre isso, só se for útil para o futuro

Não é necessário voltar a falar de um presente falhado depois do momento. Mas se a mesma pessoa te oferece regularmente objetos que nunca convêm, uma conversa leve pode evitar que isso se repita: não uma repreensão, uma simples indicação sobre o que realmente gostas. É aí que uma lista atualizada ajuda mais, como explicado em pedir o que te faria feliz: retira o acaso da equação para a próxima ocasião.

Um presente falhado não anula a intenção por trás dele. Apenas lembra que um desejo não comunicado continua a ser, no fundo, uma suposição.

Perguntas frequentes

É preciso dizer à pessoa que o presente dela não me agrada?

Não necessariamente, e sobretudo não no momento. Se a relação o permitir e a situação se repetir, um comentário leve e sem repreensão sobre os teus gostos basta largamente, sem voltar ao presente específico.

Quanto tempo guardar um objeto antes de te desfazeres dele?

Algumas semanas a alguns meses costumam bastar para julgar com calma. Este prazo evita que te desfaças demasiado depressa de um objeto que, com o uso, poderia afinal convir-te.

Dar a outra pessoa um presente recebido é mal visto?

Não, desde que se mantenha discreta: dar um objeto novo e nunca usado a alguém a quem convenha melhor evita o desperdício, desde que não se faça diante da pessoa que to ofereceu.

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